domingo, 27 de julho de 2008
Tanto Faz
Sigo naves espaciais
Mais um gole de cerveja
Os carros param nos sinais
E pra mim tanto faz
Andando pelas casas
Gatos rolam pelo chão
Os ratos saem do buero
Carro doido contra mão
E pra mim tanto faz
Não sei o que é verdade
Conheci tanta mentira
As naves vão passando
E eu perdido aqui na esquina
E pra mim tanto faz
Olha lá seu moço
Lá no disco voador
Eu já cansei desse planeta
Eu já cansei de ser ator
E pra mim tanto faz
E a cidade
Tão distante
Não sei nem se vou voltar
E na cidade
Tanta gente
Os sonhos morrem devagar
E na cidade
Tanta gente
Os sonhos morrem ao por do sol
E pra mim tanto faz
toca ai: Fistt - Tanto Faz
pra mim.. realmente tanto faz
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Seja
E escolher ser triste
Pode acordar de manha
E escolher ser feliz
Ou pode acordar quando quiser
E apenas ser
Mas triste ou feliz
Sozinho ou acompanhado
Não faz diferença
Apenas seja, esteja
Sorria, chore
Corra, pare
Siga...
Viva!!
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Common Reactor
it's the long way out
it's the stream of a motion blur
that swirls around til you drown
but I couldn't put it down
it's the colorless picture
in a heart shaped frame
the silhouette of a dough eyed girl
who at one point had a name
but I couldn't put it down
no I couldn't put it down
let's break the window panes
and separate the walls from all the nails
cuz maybe if we're loud we'll stay alive
while everybody wants to join the fight
cut even if we barricade the door and seal it with the
blood found on the floor
we're always going to cross the finish line
while everybody wants to run and hide
but now it's too late
toca ai: Silversun Pickups - Common Reactor
eu nao durmo a 38 horas
O.O
e sem nenhum bom motivo pra ficar acordado
segunda-feira, 14 de julho de 2008
o de sempre
o todo ninguem vê
doses homeopaticas de mim
de 8 em 8 horas
e vai levar anos pra descobrir
tudo o que eu nunca quis ser
boa sorte em tentar ver
o que nao vai encontrar
eu nao tento esconder
simplesmente nao aparece
eu sei que existe e isso ja basta
eu sempre me canso de blogs
sempre tenho muito a dizer mas nunca quero falar
sou reservado demais pra dizer o que penso em um blog
mesmo q só eu o veja
nao gosto de publicidade
mas adoro atençao
ieuhaiuehaiuea
nao á de ser nada
é tudo sempre do mesmo jeito
hoje nao é muito difirente de ontem
e amanha tudo volta a ser como é
toca ai: Slave to the dark - iced earth
domingo, 13 de julho de 2008
toda vez
não sei se preciso, não sei se eu gosto
só sei que eu quero
e é assim toda vez
não importa quanto tempo passe
o quanto tudo mais mude
isso parece não mudar
não sei se é seu cheiro
ou quem sabe o seu jeito de olhar
provavelmente o seu sorriso
toda a tensão do encontro
desaparece quando volto pra casa
durmo pensando em você
e acordo pensando em mim
mas no fim eu me sinto melhor
que posso ser melhor do que sou
me sinto mais livre
mais livre de você
e mais preso em mim
quarta-feira, 9 de julho de 2008
A Chegada
O ônibus chegou ao seu destino final às 18h37min, o sol já ia se pondo, ele não sabia exatamente em qual parte do país estava; mas não fazia diferença. Era uma terça-feira, as pessoas comemoravam algum feriado ou coisa assim. As ruas estavam cheias de gente com uma alegria que seria contagiante a qualquer um que ligasse para aquilo, não para ele. Não se lembra exatamente porque começou a andar, nem se lembra a ultima vez que esteve em casa, ou o que era ter um lugar para chamar assim.
Pegou o cantil em sua mochila e foi enchê-lo no bebedouro da estação. Observou os mendigos e pedintes sentados em seus bancos demarcados por cobertores velhos e papelões encharcados pela chuva que havia caído algumas horas antes. Não se importou com isso, nada do que pudesse fazer resolveria o problema daquelas pessoas. Ele tinha os seus próprios problemas, não que se importasse com eles também; parou de se importar com o mundo há muito tempo.
Tinha uma lógica muito peculiar e às vezes cruel a respeito de como deveria agir, não se guiava por regras de boa convivência, mas pela sua própria consciência do que é certo.
Passou indiferente pela concentração de pessoas que dançavam com rostos iguais, posturas iguais e vidas que provavelmente estavam tentando esquecer, naquele festim que se envolviam. Nunca foi muito dado a comemorações, nunca achava que o motivo era válido. A ultima vez que comemorou algo com real significado está perdido.
Resolvido à não perder mais tempo analisando vidas alheias começou a procurar um lugar em que pudesse tomar um banho e passar a noite. Procura que acabou se tornando muito difícil, pois essa maldita festa lotava todos os becos e vielas da cidade, e ao que parece, nenhuma das pessoas que ali estavam moravam na cidade. Todas as pousadas com um preço justo estavam fechadas, ou isso ou os preços deixaram de ser justos em algum ponto do tempo em que ele não conseguia se lembrar.
Quando a chuva recomeçou alguns bêbados comemoraram simplesmente por não ter mais nada a fazer. Foi procurar abrigo, as suas roupas não lhe proporcionariam uma noite quente se estivessem encharcadas. Se encostou na parede de um restaurante, usando a marquise como guarda-chuva, o cheiro de carne assada e peixe o atingiu como um soco bem dado no estomago, percebeu que não comera nada nas ultimas 15 horas, resolveu que uma boa refeição lhe serviria melhor do que uma cama excessivamente cara. Serviu-se de bastante carne e arroz, e um molho que não conseguiu identificar o que era, mas que tinha um gosto delicioso. Por algum motivo que não entendeu pensou naqueles pedintes da estação, que provavelmente voltariam pra casa com mais dinheiro do que muitos trabalhadores, e certamente com muito mais do que lhe havia sobrado.
Ainda não tinha onde passar a noite, mas naquela hora isso ainda não era importante, queria agora se livrar da multidão, ele não demonstrava, mas tinha certa repulsa a aglomerações. Assim caminhou para o mais longe do barulho que conseguiu, queria ficar como estava acostumado a ser, só.