segunda-feira, 27 de setembro de 2010

o som

hoje eu vim falar de música
vim cantar minhas vontades
solar os meus desejos
fazer dueto com minha alegria

quero gritar o que você não vê
te contar histórias de amor
passagens de minha vida
e fazer refroes repetitivos pra grudar no seu ouvido

mas não é só isso
quero a musica que faz chorar
deseja o bem e desmascara o mal
frases soltas ou sem sentido
que te fazem rir e pensar em alguém

musica pra entrenter e nao pra entender
versos simpres com rimas pobres
que fazem dançar sem saber por que
musica pra contar o futuro e lembrar o passado

nao me importam as notas
nao sou tao detalhista
eu sei do que gosto e isso é o que vale
chega de conversa, temos tudo o que queremos
me dê a mão e vamos dançar

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Pequeno Conto de Clarice

"Que mistério tem Clarice, pra guardar-se assim tão firme no coração?"
(Caetano Veloso - Clarice)

Clarice amava e seu amor era uma saudade que transbordava. Um eterno fim de verão. Em Clarice chovia garoa fina. E Clarice ilha que era, era silêncio e saudade.
A vida toda vazio castigado dos crimes de amor não cometidos. Acordava Clarice os olhos úmidos. Clarice caminhava exilada do mundo, esquecida da cidade, sempre coberta, sempre tão fechada.
Um dia Clarice viu ternura em olhos alheios, mas estavam alheios a ela os olhos lindos. Ela é que se iludiu, confundiu-se, ofuscou-se.
E Clarice agora sabendo disso tudo, do amor desperdiçado, ainda amava. Do mesmo jeito, talvez até mais, um amor devoto, amava inteira, os cabelos de Clarice, os seus pêlos, a pele, amavam.
Clarice tinha sonhos igual a todas as outras, Clarice sonhava dias de sol, verões e calor, Clarice ia dormir se despedindo do próprio quarto, talvez sonhasse para sempre, e acordar para dizer “bom dia” para as paredes? Dormir era melhor e sonhar com pontes e montes, com mares e rios, com abraços doces. Com a luz reflexo no lago.
Mas sempre ela acordava e Clarice era uma só, despedaçada e espalhada pelos cantos do mundo em que queria estar, juntar-se levava tempo. E sempre ainda, chovia garoa fina sobre os olhos.
Clarice era morena como as manhãs são morenas, era pequena no jeito de não ser quase ninguém. A não ser por que o amor que guiava, cego e gigante, tropeçava em sua vida e ocupava todos os espaços. Bagunçava a bagagem, borrava a maquiagem, era tatuagem invisível.
Mas Clarice às vezes era esperança, jogava garrafas aos mar. Acendia fogueiras, fazia sinais de fumaça, sorria invisível na esperança de receber de volta os sinais. E recebia eufórica pedaços de vidro das garrafa devolvidas, mensagens cortantes, cinzas do fogo que existiu em algum lugar e olhares, graças a Deus, olhares de quem percebeu o sorriso.
E viveu assim toda a vida, como uma metáfora.

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não é meu.. e infelizmente não encontrei muitas informações sobre a autoria desse texto =/

sábado, 6 de março de 2010

Canta

canta e me encanta
essa voz que me faz sonhar
não se esconde, eu sei que sua
lança poesia no ar

mas calma, não te apressa,
espera eu chegar

acorda quem nao ouviu
traz de volta o que dormiu
para ouvir o céu cantar
com essa voz que sei que é tua
lança poesia pelo ar

...
silencio...
tudo aqui é quietude
o mundo para pra te ouvir
... canta
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essa é antiga...
to tentando escrever mais, mas ta difícil =/

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Confesso

Eu amo todas vocês,
umas mais que outras
mas ainda assim amo todas vocês

Minha voz, meu coração
minha cabeça, minha alma, meu corpo...

cada uma um pedaço
cada parte um amor
cada amor uma lembrança
todas me transformam no que sou

São todos os meus amores
não é tão fácil de dizer
mas é bom que saibam
eu amo vocês, não da pra não dizer

você, ela, elas...
independente do que aconteça
vai ser assim sempre

A melhor parte

Tire vantagem da estação
na primavera desabrocham
as flores e os amores

sol e chuva
acordam as rosas
paixões e sorrisos
alimentam a alma

siga assim
arrotando felicidade
na cara de quem encontrar
"e que se fodam os ofendidos"

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Espoleta

Eu vivo de fingir que sou feliz
Distribuo uma felicidade que não tenho
Mascaro a solidão com as tintas do meu rosto
Com piadas idiotas faço você sorrir

E é quando todos se fartam de gargalhadas
Que eu desejo que tudo exploda
Fui reprovado no teste vocacional

Não nasci pra ser palhaço
Meu sonho sempre foi ser Homem-Bomba

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

3,2,1.. Valendo

Não é sobre mim
nem será sobre você
não é dele, nem será pra ela

é coisa da minha cabeça
saindo assim sem pensar
só escreva, nao veja
não releia pra não estragar

não sou bom em ser impulsivo
tentar isso num texto é estranho
nao se parece comigo
fazer assim de improviso

acaba aqui
assim como começou
sem ler, sem entender
sem nem ter um porque
são só ideias soltas
sobre tentar escrever